Existe um movimento recente no mercado de investimentos, chamado de “desbancarização”, que tem tirado investidores da Poupança e os conduzido a um leque maior de ativos, muitas vezes, mais rentáveis.

O interessante nesse movimento é que ele não atinge apenas investidores com mais idade, sendo frequente inclusive entre os mais jovens. Mesmo adolescentes já estão entendendo a importância da educação financeira e de como fazer para gerar melhores resultados aplicando do jeito certo, inclusive, recorrendo a agentes como corretoras de valores em vez de deixar seu dinheiro parado nos bancos.

A questão é que, quanto antes a pessoa começar a investir, melhores serão os retornos. Por isso, no caso das crianças, a educação financeira é muito relevante.

O que é educação financeira?

De maneira geral, a educação financeira é o esforço que se faz para entender a lógica que envolve o dinheiro e as oportunidades que existem para que ele possa crescer. Entender que existem escolhas que podem ser tomadas em busca da prosperidade financeira é um importante primeiro passo para lidar melhor não só com as oportunidades, como também com os riscos.

A realidade é que o Brasil é um país no qual historicamente pouco se fala sobre finanças, o que acaba suscitando problemas como endividamento e maior exposição a riscos não calculados. Por isso é tão importante dar início a um processo de educação financeira cedo, para que o jovem tenha mais tempo para investir e também para que aprenda a tomar decisões mais conscientes quando o assunto for dinheiro.

Entendendo a importância do dinheiro

Não tem como fugir da realidade: o dinheiro faz parte das vidas das pessoas e é altamente provável que será assim durante toda a vida das crianças, mesmo as mais novas. Por isso é tão importante ensiná-las que as coisas têm um valor e que esse valor é obtido por meio do dinheiro.

O dinheiro influencia as relações entre as pessoas, mas também entre países e isso exige do indivíduo uma série de capacidades, como saber economizar, por exemplo. Poupar é fundamental para atingir objetivos mais audaciosos. Da mesma forma, o conceito do planejamento também merece atenção, pois é ele que pode tornar viáveis os objetivos financeiros.

Como começar a educação financeira das crianças

O universo das crianças pode ser facilmente alcançado por meio de atividades lúdicas. Entendendo isso, é possível acostumá-las com a série de situações que em um primeiro momento parecem divertidas, mas que no futuro serão importantes para que vivam bem.

Entre essas situações, está o uso do dinheiro com responsabilidade. É possível introduzir as crianças a ideias como economia e planejamento com atividades simples. A criação do cofrinho, por exemplo, para que elas depositem valores e aumentem seu montante com o tempo, faz com que aprendam a investir periodicamente e simplifica seu entendimento futuro a respeito do efeito dos juros na economia.

Da mesma forma, um bom planejamento a respeito de como elas podem usar o dinheiro investido, pode ser a porta de entrada para objetivos financeiros a serem realizados dentro de 15, 20 ou 30 anos com maior facilidade.

No geral, é possível inserir os conceitos mais importantes da educação financeira na realidade das crianças aos poucos, de maneira lúdica e estratégica, de maneira que no futuro elas tenham facilidade para lidar com algo tão importante.

Quanto antes, melhor

O fato é que, quanto antes as crianças começarem a entender como a lógica do dinheiro funciona, melhores tendem a ser as estratégias financeiras criadas por elas no futuro. A ideia de dividir objetivos entre curto, médio e longo prazo costuma ser mais difícil para quem tem mais idade, uma vez que o tempo para o rendimento de suas aplicações vai se tornando menor.

No caso das crianças, elas têm muito mais tempo para objetivos como o da aposentadoria tranquila, por exemplo, o que permite que precisem guardar menos recursos a cada mês para chegarem a resultados interessantes no fim do processo.

Aos pais, cabe dar a informação e o direcionamento adequado às crianças nessa fase da vida. Ajuda a dá-las responsabilidade pelo uso e pelo gerenciamento do próprio dinheiro, além de mostrar como funcionam as contas a pagar. Brincadeiras e jogos específicos também são úteis na exploração desse universo.