Se você está procurando a próxima série para assistir na Netflix, te apresentamos Pose, uma produção que celebra a cultura gay e trans.

A princípio, a produção parece girar em torno dos bailes underground organizados pela comunidade LGBTQIA+ no final dos anos 80, mas é muito mais do que isso. A série Pose é sobre família, identidade e, principalmente, sobre buscar aceitação em um mundo que não quer enxergar as pessoas como elas realmente são.

Para quem ainda não conhece Pose, listamos aqui 8 ótimos motivos para você assistir uma das melhores séries disponíveis no catálogo da Netflix.

8 motivos para você começar a assistir a série Pose

1 – A história de Pose sobre a comunidade LGBTQIA+ é honesta e diversa

Ambientada em Nova York, a série conta a história de Blanca (M.J. Rodriguez), que depois de receber um diagnóstico de HIV positivo sai em busca da realização de seus sonhos e de construir um legado.

Ela decide fundar a sua própria casa – um grupo de pessoas queer e trans que vivem como uma família e competem contra outras casas durante os bailes. A partir daí, ela passa a viver com seus “filhos”, ajudando-os a irem atrás dos seus sonhos e progredir na vida enquanto luta pela própria sobrevivência.

Ao falar de todos os desafios enfrentados desde a aceitação das famílias, dos talentos desperdiçados por falta de oportunidades, do senso de união da comunidade e da paixão pela arte e pela capacidade de criar, a série abandona os estereótipos que estamos acostumados a ver na TV e no cinema.

Aqui, as pessoas queer e trans são retratadas com toda a complexidade que têm na vida real.

2 – Todo personagem de Pose tem uma história incrível para contar

Uma certeza sobre essa série é que você vai se apaixonar pelos personagens e se envolver com a história de cada um:

  • Blanca é a mãe da casa Evangelista, uma mulher trans determinada, amorosa e disposta a lutar pela comunidade e pelos seus novos filhos, enfrentando o preconceito e o racismo da época.
  • Angel Evangelista (Indya Moore) é uma mulher trans que sonha viver um relacionamento saudável. Para escapar dos perigos da vida como trabalhadora do sexo nas ruas de Nova Iorque, sai em busca do sucesso na carreira de modelo.
  • Damon Evangelista (Ryan Jamaal Swain) é um jovem que foi expulso de casa depois que a família descobre que ele é gay. Ele parte para Nova Iorque, onde se torna um sem teto até ser acolhido por Blanca e partir em busca do sonho de ser bailarino profissional.
  • Lil Papi Evangelista (Angel Bismark Curiel) vende drogas nas ruas quando se oferece para viver com Blanca e seus filhos. Super dedicado e atencioso, se apaixona por Angel logo no ínicio.
  • Elektra Abundance (Dominique Jackson), é a mãe da casa Abundance e         campeã dos bailes. Glamorosa, soberba e falida, esconde muitos segredos.
  • Pray Tell (Billy Porter) é o mestre de cerimônia, um dos organizadores dos bailes e uma espécie de pai para os frequentadores, principalmente os membros da casa Evangelista. Depois de sofrer com os traumas de infância causados pela homofobia dos pais e pelas tragédias pessoais, ele tenta se encontrar no ativismo.
  • Stan Bowes (Evan Peters) é um homem de família tradicional que trabalha em uma empresa do Grupo Trump e se apaixona por Angel depois de conhecê-la durante um programa. Ele fica dividido entre o casamento e os filhos e a paixão por pela garota.

Estes são os personagens principais da série, mas a produção ainda tem outras histórias incríveis que nos mostram como era fazer parte dessa comunidade há mais de 30 anos.

3 – O elenco de Pose tem muita representatividade queer, trans e negra

Pose é a série com o maior elenco trans da história da TV. Se antes víamos atores cis gênero ocupando esse espaço, aqui a história é contada por quem realmente tem lugar de fala, o que só colabora para que a produção seja mais rica e verdadeira.

Além dos artistas transgênero e queer negras e latinas que vemos nas telas, o time de criação e as pessoas que trabalham nos bastidores também fazem parte de uma equipe muito diversa, que conta com mais de 50 profissionais LGBTQIA+.

4 – Conhecer a Cultura Ballroom, referência para muitos artistas pop

Como já falamos, a série Pose acontece em meio a cena das festas secretas organizadas pela comunidade, os eventos conhecidos como “balls”. Apesar de existirem desde os anos 60, ficaram mais popular na década de 80.

Nesses bailes, os integrantes de cada casa desfilam em categorias como “rosto”, “corpo” e fazem performances enquanto ostentam seus figurinos e looks super extravagantes.

A dança também é uma das principais categorias, entre elas, o “voguing”, que imita as poses das fotos de capas de revista. Inclusive, foi da cultura ballroom que Madonna tirou a inspiração para a música e para a coreografia da música Vogue, lançada em 1990.

As casas com mais troféus nos bailes também ganham status e respeito entre a comunidade. Mais do que isso, a cena ballroom era um lugar seguro onde as pessoas podiam se expressar de verdade.

5 – Looks maravilhosos dos anos 80 e 90

A caracterização dos personagens de Pose é tão maravilhosa que essa é a segunda vez em que a série é indicada ao Emmy nas categorias de Melhor Figurino de Época e Melhor Maquiagem.

O que você vai ver na série são looks incríveis tanto do dia a dia dos personagens como as peças com ombreiras enormes, mangas bufantes, conjuntos jeans e polainas até os looks mais brilhantes e ostentadores usados nos bailes, com inspiração em grandes artistas como Diana Ross e Prince.

Além disso, o documentário Paris is Burning, sobre a comunidade LGBTQIA+, lançado em 1990, também serviu como referência para a série.

6 – A trilha sonora é épica

Para acompanhar uma série tão vibrante, com cenas de drama, romance, comédia e muita dança, a trilha sonora também tinha que seguir o mesmo ritmo.

As músicas escolhidas para acompanhar as histórias dos personagens passam pelo pop da Madonna, o R&B da Tina Turner, Whitney Houston, e Mariah Carey. Além das divas, o rap do Run DMC e o punk rock do Billy Idol também estão na trilha super diversa.

A playlist oficial da série criada pelo Spotify já tem mais de 143 músicas.

7 – É uma série aclamada pelo público e pela crítica

Desde que estreou em 2018 no canal FX, Pose conquistou muitos fãs e ganhou destaque na mídia por ser uma série muito boa e que quebra inúmeros padrões.

No total, são 63 indicações e 19 vitórias em premiações, incluindo o Emmy 2019 de Melhor ator em Série de Drama para Billy Porter. No Emmy 2020, a produção foi indicada em 6 categorias, mas nenhuma das atrizes trans está concorrendo, apesar das excelentes atuações na temporada de Pose. A atriz Angelica Ross, que interpreta Candy na série, até manifestou sua tristeza nas redes sociais.

Outro reconhecimento da série são os índices de aprovação nos sites especializados. No IMDb, Pose está avaliada com 8,6 e no Rotten Tomatoes a aprovação dos críticos é de 96%.

8 – É uma série do Ryan Murphy

Criada por Ryan Murphy, Steven Canals e Brad Falchuk, Pose já é considerada a melhor série do produtor, superando American Crime Story, American Horror Story e Nip/Tuck, que também têm grandes índices de aprovação.

Ryan Murphy também é um dos produtores de Glee, uma das séries mais queridas da TV e que levou diversidade e discussões importantes para o público mais jovem nos anos 2010. Aliás, por fazer parte da comunidade LGBTQIA+, o produtor sempre faz questão levar mais representatividade para as histórias que conta

A próximasérie original da Netflix que Ryan está produzindo se chamará Holywood e também terá personagens gays e negros na trama.

Depois de todos esses motivos, acredito que já te convencemos do quão maravilhosa é a série Pose.

Só resta informar que a 3ª temporada de Pose já está confirmada, mas segue sem data de lançamento já que teve as gravações adiadas por conta da pandemia da Covid-19, ou seja, dá tempo de correr e colocar os episódios em dia até lá.

Se você quiser conhecer mais produções com este tema, veja o nosso post sobre filmes LGBTQIA+ aqui.