Você já ouviu falar da moda sem gênero, certo? Algumas pessoas a chamam de unisex, plurisex ou genderless e o conceito já pegou tanta velocidade que será difícil interromper o caminho. O que é muito bom! Confira o post para entender melhor o que é a moda genderless e conhecer 5 marcas brasileiras de roupa sem gênero.

O que é genderless?

Basicamente, moda sem gênero. Moda que não é feita para homens ou mulheres, mas para todo mundo. Parece simples, né? Não é, porque, para entender de verdade o que é a moda genderless, você precisa esquecer tudo que já aprendeu sobre comprar roupas.

A primeira coisa a entender é que a moda genderless não fala só sobre calças, camisetas e shorts – peças que qualquer pessoa de qualquer gênero já usa. Ela faz você se questionar sobre coisas como: por que roupas “para mulher” são sempre acinturadas, por que roupas “para homens” são sempre mais largas ou por que diabos é assim tão problemático um homem usar vestido.

O conceito de moda genderless convida você a olhar para as roupas sem enxergar um corpo específico dentro dela, mas uma pessoa. Qualquer uma.

[bctt tweet=”O que é moda genderless, plurisex ou simplesmente sem gênero?” username=”plataoplomobr”]

O que não é genderless:

Separar roupas em departamentos feminino x masculino nas lojas, por exemplo, já não é genderless. Não adianta nada criar uma coleção de roupa sem gênero se, para encontrar a peça desejada, o cliente precisará ir até a seção masculina x feminina ou selecionar seu gênero no menu de um site. O conceito todo se perde, entende?

(Inclusive, isso foi a principal crítica à C&A quando lançaram aquela campanha incrível contra a distinção de gênero na moda. As peças eram até legais, mas se distribuíam em seções diferentes. Se é pra ser igual, como que pode ser diferente? Confuso).

Vamos ser bem claros, existe sim diferenças de modelagem. A primeira marca a desfilar roupas genderless fez modelagens diferentes para modelos de gêneros diferentes, embora o tecido, a estampa e as peças fossem iguais. A modelagem era a mesma? Não. Ainda foi considerado genderless? Foi.

[bctt tweet=”Entenda o que NÃO deve ser chamado de moda sem gênero:” username=”plataoplomobr”]

A princípio isso dá um nó na cabeça e, para desatá-lo, temos que passar para o tópico abaixo:

Moda sem gênero é possível?

SIM, basta deixar de pensar que “corpos de homens e mulheres são diferentes” e começar a pensar que “corpos são diferentes”.

Corpos. São. Diferentes. Ponto.

Um corpo com seios pede por uma modelagem específica? Sim. Um corpo com ombros largos pede por uma modelagem específica? Sim. Um ombro com quadril estreito pede por uma modelagem específica? Sim. Uma pessoa alta pede por uma modelagem específica? Sim.

Gente, é aí que mora o segredo da moda genderless: peças pensadas para corpos de pessoas reais, de vários tamanhos e formas, não para a ideia que o mundo faz de dois únicos gêneros. A roupa tem que ser ideal para o corpo, não o corpo tem que ser ideal para a roupa. Consegue perceber a diferença?

Transformar a moda numa forma de bolo não é prático, inclusivo ou sequer funcional. Se fosse, 90% das pessoas entrariam em qualquer loja e sairiam felizes com uma peça ajustada na sacola. Risos, né?

Bom, agora que já deu pra ter uma ideia do que é moda genderless, vamos descobrir 5 marcas brasileiras de roupa sem gênero!

[bctt tweet=”É possível existir moda totalmente sem gênero?” username=”plataoplomobr”]

5 marcas brasileiras de roupa sem gênero

1) Cemfreio

Olha, só admiração por essa marca. Victor Apolinário, estilista, nunca exita em contar sua história, sua origem e sua luta por um espaço no mercado da moda, com certeza inspirando muitos jovens de periferia a ir fundo naquilo que acreditam.

E a modelagem? Gente, nem se fala:

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É por trabalhos como o dele que podemos entender quanto a diversidade enriquece o mercado da moda.

2) Trendt

A Trendt não quer saber muito qual gênero vai usar suas roupas, ela está preocupada com a qualidade mesmo. Tecidos resistentes, cortes retos e bem feitos, moda que não se deteriora nunca. Eles nem se consideram genderless, mas agender.

T-shirt Tribal >> @viuehara @muriloyamanaka

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O estilista da marca, Renan Serrano, opta pela moulage, uma técnica de modelagem tridimensional, feita no próprio corpo. É bem interessante!

3) Beira 

As criações da estilista Livia Campos parecem discretas a primeira vista, mas, se você olhar um pouquinho mais de perto, verá quanta dedicação e conceito estão envolvidos. Cada roupa da Beira prioriza a alta qualidade e o conforto, com costuras, bolsos, detalhes e ótimo acabamento, por dentro e por fora.

pleated pants online at @swordssmith

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Livia diz criar roupas plurisex, capazes de abraçar pessoas e corpos completamente diferentes.

[bctt tweet=”Genderless, unisex ou plurisex: veja 5 marcas brasileiras de roupa sem gênero!” username=”plataoplomobr”]

4) Pangea 

O nome já deixa bem claro qual a posição da marca sobre moda genderless. Pangea vem de pangeia, o continente único que formava nosso planeta. Sabe, aquele que se desintegrou e originou todos os continentes que conhecemos hoje.

A mensagem da marca Pangea é justamente essa ideia de unificação na moda, oferecendo diferentes roupas, em diferentes modelagens, para diferentes gêneros. Ela quer que o cliente tenha liberdade para escolher o que usar, quando e como quiser.

5) Matiz 

Você acha que as crianças iam ficar de fora? Nem pensar! No caso delas, é ainda mais importante não “impor” uma distinção de gênero, para não propagarmos algum tipo de preconceito ou estigma cultural.

Com a Matiz, essa coisa de rosa para menina, azul para menino não tem vez. Todas as roupas são coloridas, alegres e perfeitas para qualquer criança, não importa o gênero!

E tem mais uma coisa muito legal sobre essa marca: as roupinhas são sustentáveis, pra você ir ensinando ao seu bebê tudo que ele precisa saber para construir um mundo melhor. <3

[bctt tweet=”Marca de roupa sem gênero para adultos e crianças:” username=”plataoplomobr”]

O que você acha da moda genderless? Acha que precisa ser incentivada? Faltam marcas com moda sem gênero? Apoia a produção e tem peças sem gênero em casa? Conte pra gente uma experiência sua!

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