Minimalismo anda sendo palavra de ordem. Na moda, no design, na decoração, na vida.

Estamos nos dando conta de que menos é mais. Não precisamos ter 20 pares de sapatos se metade deles não usamos nem uma vez por ano. Em compensação acabamos tratando muito bem aquela única jaqueta jeans que vai com tudo e é confortável. Aos poucos vamos mudando nossa forma de consumir e fazendo escolhas mais assertivas.

Minimalismo como estilo de vida

Comecei a me dar conta de que acumulamos coisas demais quando me preparava para mudar de país. A mudança seria de mala e cuia. Iríamos nos desfazer da casa em que estávamos e isso significava dar e vender quase tudo o que tínhamos.

Foram apenas dois anos e meio morando ali. Não era muito. Mas examinando todos os armários e gavetas da casa, começaram a aparecer um número enorme de roupas que não colocávamos há anos, artigos de cozinha que sequer chegamos a usar, livros e mais livros que foram lidos e não tornaríamos a abrir e quinquilharias que fomos adquirindo com o tempo, afinal, “tem espaço”…

No último dia fomos embora com duas malas grandes, uma média e duas mochilas. Toda a nossa vida coube ali.

Mais recentemente mudamos para um apartamento sem mobília. Não havia nada além de fogão, geladeira e máquina de lavar roupa. Mas dessa vez, ao montar a casa, focamos no necessário e funcional. Pensamos em onde iríamos dormir, onde sentaríamos para comer e onde armazenaríamos as coisas. O resto viria depois.

Eu gosto de estar em um ambiente agradável. Acho que cores e uma decoração interessante fazem toda a diferença, inclusive no humor de quem frequenta aquele espaço. Mas estou aprendendo a limitar o que compro só “por ser bonito” e tentando adquirir coisas com mais significado. Fácil não é, mas é como tem que ser para o estilo de vida que busco. Hoje estou aqui, amanhã posso querer me mudar para outro continente. Quanto menos coisas acumular, mais simples isso fica.

Origens do minimalismo

O minimalismo surgiu nos Estados Unidos, no início da década de 60, em oposição à emoção e os excessos do expressionismo abstrato. O conceito foi além das artes visuais e ganhou força em outras áreas como a arquitetura, a música e a literatura.

Origens Minimalismo

Formas simples, geométricas e simétricas, paleta de cores limitada e recursos reduzidos são os pilares desse movimento. As obras são geralmente abstratas e não carregam significados além do próprio objeto e do que o observador enxerga nele.

Hoje em dia o minimalismo é também muito usado na decoração. Poucos elementos, paredes claras, janelas amplas e cores neutras compõe ambientes no chamado estilo escandinavo.

Como complemento do estilo de vida minimalista, uma nova corrente que complementa esse jeito de viver mais leve é o slowlivingEle prega uma forma mais consciente de encarar o mundo, buscando sentido e significado nas coisas mais simples. Vale a pena dar uma olhada.

Minimalismo como estilo de vida

O que é minimalismo?

Ter uma vida minimalista não diz respeito apenas a ter menos coisas materiais, mas a uma busca pelo que realmente faz sentido. É repensar se o que você é hoje te faz feliz. Se as coisas com a qual se preocupa realmente merecem toda essa atenção. Se as pessoas com as quais convive te fazem bem. Se você está priorizando o que é de fato importante ou apenas vivendo no automático, guiado pela mídia e pelo senso comum.

Deixo como sugestão o documentário Minimalism, disponível na Netflix. O filme conta, entre outras histórias de vida, a trajetória de Joshua Millburn e Ryan Nicodemus, dois jovens bem sucedidos porém infelizes que adotaram o minimalismo como estilo de vida.

Documentário Minimalism Netflix

Talvez nem todos precisemos de mudanças tão radicais, mas é inspirador parar para refletir sobre os caminhos que estamos trilhando e onde queremos chegar.

Se você gostou desse post, pode conferir vários outros conteúdos no meu blog pessoal, o Quero Ir Lá