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Goste ou não, o hip hop é um dos maiores fenômenos culturais das últimas décadas. Mais do que um estilo musical, a estética surgida nas ruas de Nova York encontra componentes visuais que complementam os seus elementos sonoros. Nada mais natural, portanto, que alguns dos músicos mais bem-sucedidos do gênero migrassem para a moda depois de algum tempo. Vamos relembrar alguns artistas de hip hop que resolveram investir na moda.

Imagem da campanha primavera 2017 da Fenty x Puma

Kanye West

Sempre polêmico, Kanye West é também dono de uma das grifes mais faladas da atualidade: a Yeezy. A história de sucesso começou em 2009, quando Kanye lançou em parceria com a Nike os tênis Air Yeezys. Depois, não sem alguma discórdia, o rapper trocou a Nike pela Adidas, que continua a ser sua parceira. Porém, a Yeezy vai muito além dos sneakers, com desfiles movimentados na Semana da Moda de Nova York. Há roupas para homens, mulheres e até crianças, sempre levando o estilo streetwear como inspiração. Mas é evidente que o tênis continua sendo o carro-forte: disputados, pares de Yeezys podem chegar a custar mais de US$ 1 mil.

Yeezy Season 4

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Rihanna

Detention never looked betta! #FENTYXPUMA Rihturns to NYFW this September. #NYFW #SS18

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Autêntica princesa do hip hop e do pop, Rihanna provou que entende tanto de moda quanto de lançar hits com a Fenty. Lançada em 2016, a Fenty leva o sobrenome da cantora de Barbados. Criada em colaboração com a Puma, a Fenty já desfilou nas semanas de Nova York e de Paris e tem recebido elogios de entendidos da indústria. Mas antes mesmo disso, Rihanna já havia recebido, em 2014, o prêmio de “ícone da moda” do CFDA, o poderoso conselho de estilistas dos Estados Unidos. Sobre a sua última coleção, a cantora revelou ao “WWD” que queria basicamente realizar o seu sonho de infância:

Em Barbados, não nos vestimos para ir à escola. Há somente uniformes. Toda vez que ia aos Estados Unidos, via crianças se arrumando… esse era o jeito de me
expressar na avenida, de se divertir, de criar looks que se misturassem com diferentes turmas.

Jay-Z

Jay-Z não é somente um dos músicos mais populares de sua geração. Além de colecionar Grammys (ele tem 21), Shawn Carter também é um empresário poderoso da indústria do entretenimento. Na lista de empreitadas bem-sucedidas, ele conta com a Rocawear. Fundada em 1999, a Rocawear é resultado de uma sociedade com o produtor musical Damon Dash e pautou o estilo dos anos 2000. Hoje pertencente um grande conglomerado (embora Jay-Z continue como consultor), a Rocawear foi alvo de críticas duras nos últimos tempos. Isso porque a marca resolveu faturar em cima do Ocuppy Wall Street ao lançar uma camiseta inspirada no movimento social, mas sem compartilhar os lucros.

The flame remains the same. #Rocawear

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Pharrell Williams

Não é ousado dizer que Pharrell Williams é o maior fã de moda da indústria do hip hop. Isso porque o seu currículo tem boas evidências disso: o rapper tem não uma, mais duas marcas próprias: a Billionaire Boys Club e a Ice Cream. Ambos os selos foram fundados em parceria com Nigo, estilista e DJ que é referência de estilo no Japão.  Mas talvez Pharrell seja mais reconhecido dentro da moda por suas parcerias com marcas grandes. Ele possui uma linha própria da Adidas, já criou joias para a Louis Vuitton e óculos para a Moncler. Outra empreitada foi uma coleção de roupas feita para a Uniqlo — a gigante do varejo japonesa que também faz sucesso na Europa e nos EUA. Enfim, basta ver a foto abaixo, ao lado do estilista da Chanel, Karl Lagerfeld, e da editora-chefe da “Vogue US”, Anna Wintour, para ver como Pharrell fica à vontade neste universo.

Chanel Pharrell

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Emicida

Seguindo o caminho já bem estabelecido lá fora, o Brasil também tem músicos que estão adentrando a moda. O maior exemplo disso é a LAB, grife dos irmãos Emicida e Evandro Fióti. Com a direção criativa do estilista João Pimenta, a LAB desfila há três temporadas na SPFW. As resenhas até agora foram positivas. Porém, a validação dos críticos de moda é o menos importante. O fundamental é que a grife tem inserido consistentemente a diversidade brasileira nas passarelas nacionais, algo que andava raro por aqui. Agora é torcer para que mais inciativas do tipo se multipliquem.

 

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