Enquanto a geração de nossos tios, pais e avós perde tempo dizendo que nossa juventude está perdida, seguimos nos encontrando bem sob o nariz dela. Porque os jovens de hoje não esperam a mudança: eles já estão mudando! Chegou a hora de falar sobre a beleza de não só assistir a construção de um mundo melhor, mas já estar com os tijolos nas mãos. Essa é a Geração Z.

Antes de começarmos, elaboramos um infográfico sobre a geração Z, que pode ser muito útil para nos ajudarmos a entender quem são esses jovens: o que eles querem, o que fazem, quais seus sonhos? Por exemplo, você sabia que 70% dos jovens da geração Z (nascidos entre 1995-2009) assistem mais de 2h de vídeos no YouTube por dia? Pois é…

Infográfico geração Z

“Todo jovem acha que é revolucionário…”

É verdade, porque todo jovem é mesmo revolucionário. Toda geração sonhou com um mundo melhor, caso contrário, teriam deixado pra gente a tarefa de abolir a escravidão ou queimar sutiãs, por exemplo.

Juventude é a fase em que o ser humano deixa apenas de descobrir o mundo e passa a descobrir a si mesmo. As conversas não são mais sobre “por que o céu é azul”, são sobre “será que eu gosto do céu azul? Ou prefiro quando está chovendo?”.

Nossos avós questionaram o dever de se casar com quem a família escolhia. Nossos pais já pensavam: por que só posso namorar com a intenção de casar? A Geração Y lutou pelo direito de amar alguém do mesmo sexo. A Geração Z já se pergunta qual a necessidade da diferenciação de gênero.

Sim, todo jovem é revolucionário e a juventude de hoje não é diferente por isso. É diferente por outro motivo.

Liberdade e informação: ferramentas que as gerações anteriores não tinham

A geração Y foi a primeira verdadeiramente globalizada

Você imagina como é cursar uma faculdade sem acessar o Google uma única vez? Pergunte a parentes ou amigos com mais de 40 anos, provavelmente eles sabem como é.

Por mais que os sonhos da juventude permaneçam iguais, não importa quantos anos passem, nós temos o indiscutível privilégio de conhecer o mundo de verdade. Conhecer outras culturas, outros países, outras pessoas, sem precisar vê-los pessoalmente.

Esse arsenal de informações e relações humanas forma a primeira “arma” valiosa contra preconceitos ou velhos valores empoeirados. De repente, percebemos que não somos os únicos do mundo a pensar ou ser daquela forma.

Se não sabemos, pesquisamos. Se não temos, conquistamos. Se não entendemos, questionamos. Se não concordamos, dizemos não. (O vídeo abaixo é longo, mas vale MUITO A PENA ver).

“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez”

O mundo em que crescemos oferece tantas possibilidades que acabamos aprendendo a criar oportunidades. Tudo muda tão rápido que nós mesmos precisamos nos renovar. O ambiente tecnológico, de constante avanço, preparou nosso cérebro para criatividade e inovação.

Por isso investidores preferem empreendedores jovens. Empresas preferem jovens talentos a profissionais prontos. 65% dos jovens preferem ter seu próprio negócio a trabalhar numa empresa. Jovens estão criando novos modelos de negócio, no modelo “pague quanto achar justo”. A moda tradicional vem sendo questionada. Os hábitos de consumo também. Nunca se viu tanto investimento em sustentabilidade.

Nossa geração não sabe o que não pode fazer, porque, quando nos dizem “isso não existe”, já começamos a ter ideias de como criar.

Geração Z x Millennials

Como já comentamos, a geração Z é aquela que veio depois dos Millennials, ou geração Y. Até por esse fato, a geração Z é chamada Pós Millennials ou Centennials. A verdade é que, apesar de uma diferença pequena diferença de idade, as pessoas pertencentes a essas duas épocas são muito diferentes.

A verdade é que o ano de 2020 vem sendo um grande desafio e aprendizado para todas as gerações. No entanto, os jovens da Geração Z são quem estão puxando a frente as transformações sociais, culturais e econômicas que não imaginávamos até pouco tempo atrás que seria possível.

O trabalho está sendo feito 100% de casa, e as empresas não estão parando por causa disso. As lives estão sendo mais assistidas que a TV, e assim, criou-se uma nova forma de entretenimento. As pessoas e organizações estão se ajudando, trabalhando e vivendo de forma colaborativa. Não é sempre que vemos as principais operadoras de telefonia móvel do país juntas por uma mesma causa, não é mesmo?

A geração Alpha (nascidos depois de 2010) ainda não tem força para enfrentar uma crise dessa magnitude, os mais velhos tem apenas 10 anos. As pessoas da Geração Y talvez já não estejam com toda a energia para enfrentar um cenário adverso como o que vivemos, e assim, a Geração Z tem uma grande responsabilidade em ser a linha de frente no combate a essa crise.

A Geração Z no mercado de trabalho

As empresas estão vivendo um momento de muitas diferenças. Imaginem uma empresa que tem um CEO de 55 anos (pertencente a geração X). Com um gerente de 35 anos (já da geração Y) e um desenvolvedor ou designer de 20 anos (da geração z), que provavelmente nem terá curso superior, já que é um fator que tem perdido cada vez mais força entre os jovens. O importante é o conhecimento, e não um diploma. Que bagunça!

Mas o mais impressionante é que toda essa heterogeneidade vem trazendo resultados positivos. Apesar das grande diferenças, cada um tem agregado, respeitado o próximo e produzindo soluções impressionantes.

Apesar de não ser incomum vermos um jovem que criou uma start-up e antes dos 30 anos já é um multimilionário, muitas empresas ainda trabalham com essa miscigenação de gerações. Um filme que retrata essa dinâmica é “Um Senhor Estagiário”. Com Robert De Niro e Anne Hathaway como personagens principais, essa comédia mostra Ben Whittaker (Robert De Niro), que aos 70 anos entra em um programa de estágio da empresa de moda feminina da Jules Ostin (Anne Hathaway). E essa história que teria tudo para não dar certo traz lições lindas da mistura dessas duas gerações.

Os problemas e dificuldades da Geração Z

Nem tudo é um mar de rosas. A Geração Z enfrenta alguns problemas sérios. Dizem que são a geração mais infeliz de todas. Nós particularmente não concordamos com isso.

Segundo pesquisa da OMS, 33% da população mundial apresenta um quadro de ansiedade. Os índices de depressão também aumentaram de forma assustadora, e com isso, inevitavelmente o número de suicídios também explodiu.

A geração Z está constantemente em conflito, eles mudaram muito em comparação com a geração anterior, e isso causa dificuldades de entendimento, compreensão e autoestima.

É comum ouvirmos por aí que os jovens não respeitam mais os pais, que são egoístas e mal educados. Por outro lado, é frequente vermos esses mesmos jovens puxando movimentos sociais, criando, pesquisando e descobrindo soluções para tornar o mundo melhor, entre outras tantas coisas boas que a Geração Z tem trazido a tona.

O fato é que eles fazem parte de uma geração que está se descobrindo e criando identidade, e isso pode gerar um desconforto generalizado.

E ainda é preciso ter em mente que a Geração Alpha vem vindo por aí…

Somos a geração com a liberdade de dizer NÃO

Possivelmente, seus pais são da Geração X ou Baby Boommer. Vieram ao mundo quando a sociedade dava seus primeiros passos para longe da Segunda Guerra Mundial. Foi a geração que viveu a ditadura e uma economia bastante doente. Por mais que tivessem sonhos, muitos foram sufocados pela insegurança e incertezas do futuro.

Já a Geração Y cresceu nos tempos prósperos da década de 90 e a Z nem consegue imaginar o que é um mundo desconectado. Percebe o contraste?

Crescemos com uma bagagem social imensa e descobrindo, o tempo todo, que nada é tão definitivo assim:

Bom, atire a primeira pedra quem não vê uma semelhança entre a frase “DEUS SÓ FEZ HOMEM E MULHER” e a Igreja Católica obrigando Galileu a desmentir o “absurdo” que é a Terra girar em torno do Sol.

Quem é a Geração Z? A juventude desperta!

Nossos pais e avós podem reclamar que nossa juventude está perdida quanto quiserem, mas estamos cheios de respostas para encontrar.

Eu me orgulho de ter conseguido transformar em valores os questionamentos que surgiram ainda na adolescência:

  • Por que eu não deveria me achar bonita como sou?
  • Por que eu fico triste por engordar 2 kg?
  • O que há de errado em não querer cursar uma faculdade?
  • Por que é tão necessário ter um “emprego formal”?
  • Por que tenho que ir à catequese? Ou à Escola Bíblica Dominical?
  • O que há de errado em seguir uma religião de raiz afro?
  • Por que eu deveria achar “anormal” gostar de alguém do mesmo sexo?
  • O que é ser “normal”? Por que eu deveria querer ser “normal”?

E muitas, muitas outras perguntas que as gerações anteriores gaguejam para responder. Nós abraçamos todas e vestimos em nosso estilo de vida.

Uma imagem que representa muito bem essa mudança de hábitos, atitudes é comportamento, foi a diferença que existiu na celebração de posse do Papa Bento XVI, em 2005 e do Papa Franciso, em 2013. Vejam, a diferença é de apenas 8 anos. A imagem vai falar por si própria:

As mudanças da geração Z

Os jovens de hoje não esperam a mudança: eles já estão mudando

Nunca se ouviu falar tanto em mobilização social quanto nos últimos anos, no mundo todo. Houve militância em Paris pelo direito ao casamento gay, protesto pela educação no Chile, anticapitalistas se movendo nos Estados Unidos. No Brasil, adolescentes bravamente ocupando escolas, mulheres protestando contra Bolsonaro na cara do Congresso Nacional, lutas contra a reforma trabalhista e da previdência, gritos de FORA TEMER por toda parte.

A geração Z também está mais consciente do que nunca: pesquisas mostram que índices de abuso de álcool e drogas, fumantes e adolescentes grávidas serão os menores já vistos há muito tempo.

Os jovens já estão transformando a moda, as empresas, as indústrias, a tecnologia, o marketing, o comportamento, as ideias, a sociedade, a história e o futuro.

Ah, ainda tem muito a melhorar. Tem muita luta pra ganhar. Mas não estamos nem um pouco cansados. Seguimos firme na certeza de que se manter jovem e curioso é o que move o mundo.

O que vem depois da Geração Z? Conheça os Alphas!

O fato é que é muito difícil saber como será o futuro da geração Alpha. O fato é que as mudanças estão acontecendo na velocidade da luz.

Provavelmente teremos a China como a grande potencia mundial, controlando a economia do mundo todo.

Carros a gasolina provavelmente não existirão mais, todos serão elétricos (no mínimo).

O conceito de “ter” está cada vez mais perdendo sentido, e para essa crianças de hoje, o “ser” será mais importante.

Provavelmente eles não terão casas, carros e muitos bens materiais. A possibilidade de trabalhar remotamente faz com o que o desejo de poder viver em qualquer lugar do mundo faça muito mais sentido.

E você, quais são seus maiores desejos para a geração futura? O que você mais trabalha para transformar no mundo? Você é um jovem da geração Z? Compartilhe sua luta aqui nos comentários!