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Não faltam elogios para o Rio de Janeiro em diversos aspectos. Mas, quando se fala da gastronomia produzida na cidade, é comum ouvir que os restaurantes cariocas não são bons o suficiente. A última vez que essa antiga polêmica foi reanimada foi durante as Olimpíadas, quando uma reportagem do “New York Times” descreveu a cena gastronômica da cidade como “meh”.

O problema da tal reportagem é que o artigo se dedicava mais a reclamar da qualidade do biscoito Globo, salgadinho símbolo das praias cariocas, do que a de fato avaliar os restaurantes do Rio. Quem acompanha de perto a cena da cidade, no entanto, vê um cenário diferente: mesmo que ainda sobre espaço para evolução, existe cozinha de alto nível na capital fluminense. Pensando nisso, listamos alguns dos restaurantes de alto nível da cidade, todos agraciados com uma estrela Michelin (honraria do guia francês, um dos mais prestigiados do mundo).

Olympe

Um dos mais tradicionais da cidade, o Olympe é o restaurante mais fino da família Troisgros no Rio. Localizado na Lagoa, o restaurante foi fundado em 1984 por Claude Troisgros. O francês radicado no Brasil há decadas descende de uma família que tem tradição na culinária desde os anos 1930, e seu pai foi um dos fundadores da “nouvelle cuisine”, movimento que revolucionou a gastronomia francesa. No ano passado, Claude passou o bastão da casa para o seu filho, Thomas. Na lista dos 100 Melhores Restaurantes do Mundo da revista The Restaurant, o Olympe permanece um dos empreendimentos gastronômicos mais importantes do país.

Lasai

Fundado em 2013, o Lasai, em poucos anos de existência, já conseguiu acumular prestígio considerável. Além da estrela Michelin, o restaurante ainda figura na lista da premiação The World’s 50 Best Restaurants como o 64º melhor do mundo. O êxito é mérito do jovem chef Rafa Costa e Silva, que depois de trabalhar no premiado Mugaritz, na Espanha, decidiu retornar ao Rio e se instalar na Conde de Irajá, rua em Botafogo que ainda concentra vários outros restaurantes interessantíssimos.

Mee

O nome não indica, mas o Mee fica em um dos lugares mais conhecidos do Rio de Janeiro: o Copacabana Palace. O restaurante é, na verdade, a opção asiática do hotel cinco estrelas. Mas mesmo dentro de uma atmosfera tão clássica e turística, o Mee mostrou que tem personalidade própria. Comandado pelo chef Kazuo Harada, o restaurante é um pan-asiático, ou seja, congrega diferentes gastronomias do oriente. O menu é assinado pelo americano Ken Hom, mundialmente conhecido por sua fusion cuisine, que mescla elementos de culinárias de diversas origens.

Oro

Chamado de “mago da cozinha”, o chef Felipe Bronze ficou conhecido no país inteiro por suas experimentações com a gastronomia molecular, que usa a ciência para trazer novos sabores e texturas para os alimentos. No auge do sucesso, no entanto, o chef surpreendeu com a decisão de fechar o Oro, o restaurante que lhe rendeu a fama. Mas a história não terminou por aí: no ano passado, ele reabriu a casa. A única coisa que não mudou foi o nome: agora, o foco do restaurante é a brasa, e é um poder mais ancestral, o do fogo, que é explorado na cozinha. Deu certo, tanto que o Oro acaba de receber o prêmio-revelação do Latin America’s 50 Best.

Laguiole

O Laguiole une tradição e modernidade como poucos: operando desde 1977, o restaurante fica no andar superior do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. O cenário invejável no Aterro do Flamengo é palco de criações que articulam o potencial dos ingredientes brasileiros. Por isso mesmo, o restaurante é famoso por revelar jovens talentos, como Ricardo Lapeyre, Pedro de Artagão e Elia Schramm, só para citar alguns que passaram pela cozinha do Laguiole nos últimos tempos. Um aviso importante: o restaurante só abre para o almoço, entre segunda e sexta.

 

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